quinta-feira, 15 de junho de 2017

Paciência II

Paciência  II


Paciência, uma virtude a suportar infortúnio
Sem queixas, resignação, perseverança
É cristalina fonte de água mansa
Que corre em noite de novilúnio

É resignação, é a constância,
Árvore que tempestade não derruba
Natural, é do leão a própria juba
Rocha de primordial substância.

Porte de alma nobre e generosa
Que tem ânimo diligente, ativo
E usa desse adereço na prosa

Triunfando do tolo agastamento
Que em fiel e prodigioso motivo
Afasta de si, a ira do pensamento !

São Paulo, 15-06-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

À velhice

À velhice


Quando eu era jovem e vigoroso,
Nada detinha o pobre pensamento,
E como eu, estava sempre ambicioso
Por conhecer teu nobre sentimento.

Hoje, velho, caduco, entristecido
Pelos anos puído e desgastado
Moço forte, pelo fado foi vencido
Nada mais é; do que trapo surrado

E se teu sentimento não conheci
Poupa-me do atroz e triste evento,
Vejo-as impregnadas onde cresci

Nas minhas amarguras sem lamento
E nas ásperas feridas que senti,
Exaurido, por teu alheamento !

São Paulo, 14/06/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia



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sexta-feira, 12 de maio de 2017

EXALTAÇÃO À MÃE MARIA

EXALTAÇÃO À MÃE MARIA


Como poeta, peço a Deus inspiração
Para puder falar sobre a mãe de Jesus,
Maria, a única virgem que deu à luz
E seu filho trouxe ao mundo a redenção

Mostrou na grandeza de sua humildade
O sofrimento atroz, cruel e desumano
Quão perversa foi, e é a humanidade
Pregando na cruz, seu filho *messiano

Não professo os princípios da Santa Sé
Mas tenho que admitir que a Mãe Maria
É Mãe de todos, e até de quem não crê.

Descrente de religiões e fantasias
Os louvores que hoje vos rendo, Mãe Maria
São a prece pelos meus últimos dias.

* messiânico
São Paulo, 01/05/2008
(data da criação)

Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Longe do desejo !

Longe do desejo !
  

Chora de saudade o meu coração
Daquele amor distante que não vejo
Vivo, em inexaurível escuridão,
O fado trouxe-me pra longe do desejo !

Ó destino cruel, triste amargura
Que independente da nossa vontade
A vida inteira nos fere e tortura
Fazendo dos dias, uma eternidade.

Minha alma, não vê a luz da esperança
Meu coração chora a tua lembrança
Fugiu de mim, o que eu tanto queria

Agora, vivo num mundo sem alegria
Aonde a distração, é minha poesia.
Morreu expectativa, com el’a esperança !

São Paulo, 04/05/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Tarde de mais

Tarde de mais


Apesar de perder, saí ganhando
Nem sempre o vencido saí perdendo
Sofrer dano ou prejuízo, caminhando
É engano pensar... desmerecendo !

Em estado de vigília, o sonho
Levou-me a ponderar fosse verdade
Porém, à verdade eu sobreponho
Um ato indigno e cheio de maldade

No instante da desgraça iminente
Saí ileso, talvez, tarde de mais
Na aflição um pouco descontente

Entretanto, agora eu posso ver
Que seu amor nunca foi meu, jamais
Amou, somente os bens que eu houver !

São Paulo, 14-04-2017
Armado A. C. Garcia

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Altruísmo

Altruísmo


Não sejas um daqueles que não faz falta
Mas sê, um conhecido da humanidade
Que teu merecimento na comunidade,
Esteja sempre cotado em conta alta !

Teus dons materiais sejam providentes
De abastecer de amor com tal firmeza
Que a terra mãe, a estável natureza
Veja em ti, um voluntário das sementes,

Que triunfa, mesmo nas adversidades
Em prol da humanidade com ânimo
Rasgando becos e ruas das cidades,

Levando à legião de desventurados
Um pouco de seu amor, magnânimo
Àqueles que precisem ser consolados !

São Paulo 26/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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quarta-feira, 19 de abril de 2017

A banalidade

A banalidade


Trago no peito entranhada a solidão
À minha alma, já falta inspiração
Esperanças, especulações e fantasia...
São hesitações do momento a cada dia.

A banalidade da indiferença
Sofrida com calma pela descrença,
Fez de mim um intrépido lutador,
Que nem na última gota, sente a dor

E se a dor, persistir em magoar,
Do meu peito, hei de a arrancar
E não serão os delírios do coração,

Que irão impedir de eu controlar
Nem mesmo evitar de abortar
A intensidade dessa louca paixão !

São Paulo, 19/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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